Central Fleet · desenho de produto · 06 ago 2026

O sistema, desenhado

Três desenhos: como a devolução vai funcionar, do que o sistema é feito e o quadro completo dos 38 módulos. Se alguma peça estiver na fase errada, faltando ou sobrando, é para apontar.

01 O ciclo inteiro, do contrato à cobrança

Cada faixa é quem faz. A faixa azul é o que o sistema faz sozinho. A tarja de baixo mostra como cada passo acontece hoje — e os dois passos em vermelho simplesmente não existem no processo atual.

o sistema faz sozinho entra na fase 2, não na fase 1 como é hoje ↔ arraste para o lado
01
Contratar
02
Entregar
03
Agendar
04
Vistoriar
05
Assinar
06
Coletar
FASE 2
07
Comparar
08
Orçar
09
Aplicar a regra
10
Separar
11
Decidir
12
Repassar
FASE 2
Locadoraquem paga
Cadastra o contratocondutor, carro e períodoA2
Cria a ordemquem, quando, ondeA12
Escreve o manualuma vez, vale sempreA7
Recebe só a exceçãoo resto já foi resolvidoA9
Aprova linha a linhacom prazo e trilhaA8
Cobra o clienteou o condutorB10
Vistoriadora
e guinchoquem vai a campo
Vistoria de entregaa linha de base de tudoA3
Recebe no celular
Checklist digital6 tipos · foto presa ao itemA3
Guincho levacom aceite no destinoB6
Lança a avariajá sabendo o que passaA6
Responde à contestação
O sistemaautomático
Consulta a placagravame, leilão, débito
Guarda a linha de basepara comparar depois
Amarra prova a dinheirofoto ▸ item ▸ área do carroA4
Trava o laudonão muda mais depois de assinadoA10
Compara com a entregasó a diferença cobraA5
Decide cada linhapelo manual da locadoraA7
Aprova a rotinae separa o que é exceçãoA9
Registra em cadeiaé o que vale como provaA10
Emite cobrança e notaligada à vistoriaB10
Cliente e condutorquem contesta
Condutor fica vinculadoao carro e ao períodoA2
Condutor assina a entregaA10
Condutor assina em campoé isso que gera o custoA10
Contesta por linkcom prova, sem instalar nadaA8
Recebe o que foi cobradoe por quê
Hoje
Contrato em planilha. Ninguém sabe quem estava com o carro.
A vistoria de entrega existe, mas não conversa com a devolução.
Telefone e e-mail. Sem registro.
Papel. 90 itens, 5 escalas. 21 fotos soltas.
Assinatura no papel — some junto com a folha.
Guincho leva. Sem aceite formal no destino.
Não existe.
Digitado em outro sistema, olhando a foto do papel.
PDF que a vistoriadora não conhece.
Planilha colada no e-mail. Um link por linha.
Aprovação por silêncio. Sem botão, sem trilha.
Fora do sistema. Sem ligação com a vistoria.

02 Os 15 problemas do processo atual

Levantados do processo em uso hoje. Em vermelho o problema, em azul a peça do Central Fleet que o resolve.

14 resolvidos1 parcial0 sem resposta
Segurança e dado pessoal4 · os mais graves
1. Site sem cadeadoO navegador estampa “Não seguro”. Trafega placa, chassi, CPF, endereço e foto.
Base — tudo em HTTPS, por padrão
2. Link aberto, sem senhaQualquer um com o endereço vê a vistoria inteira.
A10 — link assinado, que expira e pode ser cancelado
3. Endereços em sequência388439 → 389328 → 407851. Dá para varrer a base de todos os clientes.
A10 — endereço impossível de adivinhar
4. Dado pessoal à mostraNome do condutor, do vistoriador e do locatário sem proteção.
A11 — CPF nunca aparece na página pública
Processo5
5. Papel em 2026O laudo estruturado vira uma foto. Zero análise sobre qual item mais avaria.
A3 + A13 — laudo nasce digital, e vira relatório
6. Aprovação por silêncioSem aceite, sem trilha, sem contestar item.
A8 — aprovar ou contestar linha a linha, com prazo
7. Excel como interfaceO gestor abre 24 links, um a um, para decidir R$ 66 mil.
A9 — fila que resolve o volume e sobe só a exceção
8. Dois sistemas separadosVistoria num lugar, orçamento noutro. O orçamento é PDF, não dado.
A6 — vistoria e orçamento no mesmo lugar
9. Foto sem endereçoTexto livre. A foto não aponta para o item nem para a linha do orçamento.
A4 — cada foto nasce presa ao item e à área do carro
Qualidade do dado6 · todos vistos em produção
10. Campos vazios em produçãoRenavam, Motor nº, CPF do cliente, telefone, e-mail, valor segurado.
A1 — preenche sozinho pela placa; o resto vira obrigatório
11. “Débitos: NI” num campo de valorTexto solto onde deveria ter número ou vazio.
A1 — estado explícito: consultado, indisponível no estado, ou informado à mão
12. O mesmo cliente com dois nomesEscrito de um jeito num sistema e de outro no seguinte. Sem cadastro único.
A11 — um cadastro só, para todas as partes
13. Modelo do carro escrito de dois jeitos“TORO FREED T270 AT6” e “TORO FREEDOM 1.3 TURBO FLEX 2023”.
A1 — vem da consulta por placa, sempre igual
14. Datas que não fechamCadastro em 05/06 anterior à vistoria em 08/06; hora gravada como 00:00.
A10 — data e hora carimbadas pelo sistema, não digitadas
15. Orçamento sem prazoCampo de validade vazio — mas a aprovação é por prazo.
A8 — prazo obrigatório, e o vencimento vira decisão registrada

03 Do que o sistema é feito

De cima para baixo: quem entra, o que o sistema faz, o que ele guarda e o que ele busca fora.

Quem entra
4 portas
Celular do vistoriadornavegador, em campo
Painel da locadoraa fila e os relatórios
Portal do clientesó a frota dele
Link do condutorassina e contesta
O que faz
os 4 motores
Motor de vistoriachecklist que muda por tipo de veículo
Motor de evidêncialiga foto a item e a linha de orçamento
Motor do manuala regra da locadora decide sozinha
Motor de contestaçãodisputa com prazo e ônus da prova
O que guarda
a memória
Fotos e laudosguardados fora do sistema, com link não adivinhável
Histórico que não mudacada passo assinado em cadeia — é o que dá valor de prova
Contratosqual condutor, qual carro, qual período
O que busca fora
consulta por placa
Marca, modelo e valor de tabelapreenche o cadastro sozinho
Débitos e multascongelados no laudo, na data da vistoria
Leilão, gravame, sinistroantes de aceitar o carro na frota
Um terço da frotaSP, SC, PE e ES não liberam débito por placa — o sistema mostra isso na tela, e não cobra pela consulta

04 O quadro dos 39 módulos

Tudo o que o sistema vai ter, e em qual fase. Contorno grosso = o que nenhum concorrente tem, e é a razão de o produto existir.

Fase 1 Fase 2 Fase 3 só nosso usa consulta por placa
Fase 1 — o núcleo15 módulos · web
A1Frota e veículos
A2Contratos e responsabilidade
A3Vistoria — 6 tipos
A4Foto presa ao item e à área
A5Comparar entrega e devolução
A6Orçamento de avaria
A7Manual de repasse
A8Aprovação e contestação
A9Fila de triagem
A10Laudo e assinatura
A11As 4 empresas no mesmo sistema
A12Agenda e distribuição
A13Relatórios
A14Integração com sistemas do cliente
A15Avisos por WhatsApp e e-mail
Fase 2 — operação do veículo12 módulos
B1Documentos e vencimentos
B2Multas e infrações
B3Manutenção preventiva
B4Oficina e ordem de serviço
B5Rede de fornecedores
B6Guincho e transporte
B7Pátio e disponibilidade
B8Sinistros
B9Vistoria feita pelo condutor
B10Faturamento e cobrança
B11Atendimento e prazos
B12Aplicativo com modo offline
Fase 3 — inteligência e fim de ciclo12 módulos
C1Custo por quilômetro
C2Conferir fatura antes de pagar
C3Nota de fornecedor e de risco
C4Desmobilização e venda
C5Rastreador de terceiros
C6Pneus
C7Almoxarifado e peças
C8Compras e cotação
C9Combustível
C10IA que acha o dano na foto
C11Contratar serviço pelo sistema
C12Automações montadas pelo cliente

05 A pergunta que falta responder

O condutor precisa baixar um aplicativo?
No nosso desenho ele não instala nada: recebe um link por WhatsApp, abre, assina e contesta ali mesmo. Um concorrente foi por outro caminho e fez um aplicativo do motorista, que ele baixa na loja e mantém no celular.

Meu argumento contra o aplicativo: em frota locada, o condutor devolve um carro talvez uma vez a cada dois anos — não é rotina que justifique manter um app instalado. E ele nem é usuário nosso, é funcionário do cliente.
O que eu proponho para resolver
Não decidir agora, e sim transformar isso numa medição. São três passos, nesta ordem:

1 · Uma pergunta ao cliente, que já mata ou confirma a dúvida. Quantas vezes por ano o mesmo condutor devolve um carro? Se for perto de uma, o app morre aí. Se a frota tiver troca frequente — carro de rodízio, veículo compartilhado entre equipes — o app passa a ter caso, e aí discutimos com dado.

2 · Medir o link, que já entra na fase 1. Quantos condutores abrem, quantos concluem a assinatura, quantos contestam, e quantos travam no caminho. Se o link converte bem, o app não tem o que resolver.

3 · Se aparecer necessidade, o passo seguinte não é app de loja. É deixar a própria página instalável no celular — o condutor adiciona à tela inicial e ganha ícone e abertura em tela cheia, sem loja, sem aprovação e sem uma segunda base de código para manter.

O que isso custa hoje: nada. O escopo da fase 1 não muda. Só ganhamos a medição, e a resposta aparece sozinha com o uso real.